Home / Efeito das Drogas / Estudo mostra que 30 mil mortes poderiam ser evitadas com exigência do exame toxicológico em motoristas

Estudo mostra que 30 mil mortes poderiam ser evitadas com exigência do exame toxicológico em motoristas

Em 2014, 52.226 famílias foram indenizadas pelo DPVAT por mortes nas estradas
Estudos da ONG Trânsito Amigo apontam que até 30 mil vidas poderiam ser poupadas e 200 mil pessoas não seriam feridas nas estradas caso o artigo 235 da Lei do Caminhoneiro entrasse em vigor quando foi submetido para a sanção da presidente Dilma. O número tem como base experiências e dados divulgados pelos Estados Unidos depois da aprovação de um artigo semelhante no estado do Kansas. Segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária, apenas 2,34% das mortes em 2013 foram de motoristas de ônibus e caminhões. O problema é que os dados não apontam quantas pessoas teriam morrido ou se ferido em decorrência de acidentes com essas categorias.

“Não é possível ter um número exato, já que os órgãos pararam de divulgar dados detalhados dos acidentes, mas que ele chega aos milhares, com certeza. São pessoas que estão repetidamente nas estradas, muitas vezes com jornadas longuíssimas, sem pausas, e precisam utilizar algo para garantir a corrida. A fiscalização não deveria ser só neles, mas já é um bom começo” comenta Julio Jacobo, coordenador da área de estudos sobre violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e autor do Mapa da Violência no Brasil.

Entenda como a exigência do exame toxicológico em motoristas poderia evitar acidentes

Só em 2014, o DPVAT, seguro obrigatório que pagar indenizações para vítimas de acidentes de trânsito, compensou 52.226 famílias por mortes no trânsito, com um custo de R$ 705 milhões aos cofres públicos. E o número não está diminuindo. Nos últimos 20 anos, o Brasil foi na contramão da maioria dos países e viu crescimento na quantidade de mortes, ao invés de redução. Apenas nos últimos dez anos, o crescimento foi de 38,3%, de acordo com o Instituto Mapa.

OMS alerta para fiscalização

A Organização Mundial da Saúde, em relatório divulgado em 2013, estima que, desde 2008, 35 países aprovaram novas leis de trânsito ou melhoraram as já existentes. Afirma que a situação ainda é “um problema de saúde pública que preocupa o desenvolvimento dos países” devido à falta de fiscalização. No caso do Brasil, foi dada uma nota 6 (de 1 a 10) para a aplicação das leis já existentes. A OMS afirma que falta, em grande parte, uma força política resistente para evitar mortes nas estradas.

De acordo com Fabiano Locatelli, “Falta investimento na fiscalização. O Brasil tem uma série de leis bastante severas, com multas altíssimas e que preveem inclusive a cassação da licença para dirigir. O que falta realmente é a fiscalização, que precisa ser mais efetiva. Precisamos de mais homens e mais equipamentos na rua”, explica o delegado regional de Caçador, responsável pela investigação dos acidentes de trânsito da região. Recentemente, ele apurou as causas do acidente entre um ônibus escolar e um caminhão que deixou três pessoas mortas e 47 feridos em Caçador.

Fonte: Diário Catarinense

Sobre: Exame Cabelo

Veja também

Rebite: um mal comum nas estradas

Conhecido também por bolinha, o rebite é uma droga sintética classificada como anfetamina. Utilizada por …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *