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FETCEMG e LABET realizam pesquisa: mais de 5% dos condutores usam drogas

Durante o mês de fevereiro, nos dias 22 e 23, a Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), em parceria com a LABET, realizou uma pesquisa no Anel Rodoviário com os motoristas que trafegavam por lá, no período das 13h às 16h. Cerca de 104 motoristas de transporte de carga foram entrevistados e aproximadamente 5,77% dos profissionais que transitavam pela rodovia apresentaram[AB1] ter consumido cocaína e maconha. A pesquisa apontou também que 62% dos motoristas eram de empresas transportadoras e 38% eram autônomos.

O levantamento mostrou que 60% dos motoristas profissionais que realizaram a pesquisa possuem dependência química. Anteriormente, as pesquisas apontavam que anfetamina era a droga mais popular entre os caminhoneiros, hoje substituída pelo uso da cocaína e da maconha. O presidente da FETCEMG, Vander Costa, sinalizou a mudança das drogas usadas rotineiramente.

“Embora a amostragem tenha sido pequena, podemos perceber que o perfil do tipo de droga mais consumida mudou nos últimos anos. O cenário, antes dominado pelas anfetaminas ou rebite, agora é tomado pelo consumo da cocaína e da maconha. Tudo leva a crer que o valor baixo e o fácil acesso a essas duas drogas são responsáveis por essa mudança”, comentou.

A pesquisa foi feita com o apoio da Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais, da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e do Serviço Social do Transporte (SEST SENAT).

O exame

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Ainda persiste o debate sobre a necessidade da realização do exame em motoristas contratados ou autônomos. Para alguns líderes dos órgãos, como o presidente da FETCEMG, é importante a aplicação do exame nos condutores para mapear a regularidade do uso constante de drogas e a possibilidade de reabilitação desse profissional.
Outros membros que participaram da pesquisa, como o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (SETCEMG) e da FETCEMG, Paulo Teodoro do Nascimento, concorda com a realização do exame. “Há cerca de dez anos reivindicamos essa mudança na lei junto ao congresso e agora, felizmente, teremos proteção judicial para fazer valer a segurança nas estradas”, afirma.
O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Minas Gerais (FETTROMINAS), Antônio Miranda, afirmou também que todos os motoristas estão apoiando a lei e pontuou sobre a preocupação da segurança para a classe.

Lei 13.103/15

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Desde 2 de março, a Lei 13.103/15 entrou em vigor, obrigando o exame toxicológico em profissionais com CNHs C, D e E na hora da renovação da habilitação para os autônomos; e na pré admissão ou desligamento dos funcionários, para as empresas.
O exame proposto possui larga janela de detecção, o que facilita saber se o condutor utiliza rotineiramente substâncias psicoativas por, no mínimo, 90 dias retrospectivos à realização do teste.

Encontro com transportadores
Em março deste ano, o SETCEMG realizou um café com palestra para as empresas transportadoras. Na palestra abordou-se questões trabalhistas e cíveis que surgiram após a nova exigência para as instituições.
O diretor da LABET, Beny Adler, esteve presente e explicou que a pesquisa realizada em parceria com a FETCEMG, além de falar sobre a importância da realização do exame toxicológico e os procedimentos feitos para efetuar o mesmo.

Sobre: Exame Cabelo

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